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 Area Flood *o*

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Castiel
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MensagemAssunto: Area Flood *o*   Dom Ago 12, 2012 11:40 am

Relembrando a primeira mensagem :

Flood a Vontade
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MensagemAssunto: Re: Area Flood *o*   Dom Dez 09, 2012 10:44 am

coringa

┴┬┴┬┴┬┴┬┴┴┬┴┬┴┬┴┬┴┴┬┴┬┴┬┴┬┴┴┬┴┬┴┬┴┬┴┬┴

Believe in you!


“Today I know that is not the distance that separates people.
But the coldness, lack of dialogue, inattention, indifference, whatever ...
So yeah form chasms between people! ”
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MensagemAssunto: Re: Area Flood *o*   Qua Abr 17, 2013 1:00 pm

teste ><
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Castiel
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MensagemAssunto: Re: Area Flood *o*   Seg Fev 08, 2016 5:34 pm


WALK THE PLANK,
SON OF A BISCUIT
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Aspen Tyrell
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MensagemAssunto: Re: Area Flood *o*   Dom Fev 14, 2016 8:57 am





Guarda Real



I'm not spending any time, wasting tonight on you. You know, I've heard it all, so don't you try and change your mind cause I won't be changing too, you know. You can't believe, still can't believe it, you left in peace, left me in pieces, too hard to breathe, I'm on my knees right now.


Do alto da academia, era possível ter uma vista maravilhosa do jardim de Ohio. O outono estava chegando, as folhagens estavam menos verdes, ganhando tons de amarelo, laranja e vermelho fosco. O clima estava mais frio do quê de costume, uma densa camada de névoa estava cobrindo a cidade, o fluxo de pessoas estava menor, porém, ainda havia bastante gente. Pessoas encasacadas, com gorros e luvas. Muitos estavam sentados nos bancos de cascalho, conversando, tomando suas bebidas quentes, enquanto riam de algo engraçado. Com uma das mãos espalmadas no aço do ferro da grande janela que ia do chão ao teto, toda de vidro blindado, do apartamento que havia feito no décimo andar, estava se sentindo poderosa, olhando todos dali de cima. Levou a taça de cristal refinado até os lábios, ingerindo um gole moderado do Domaine de la Romanee-Conti Romanee Grand Cru. Os pensamentos corriam, promíscuos, sem uma linha direta e organizada. Várias imagens de pessoas resguardavam-se da mente, enquanto respirava profundamente. A mão soltou o aço gelado, e todo o corpo foi virado para o sentido contrário da paisagem. A taça foi posta em cima da mesa de reuniões do ambiente, e logo o cômodo estava solitário.

Com passos decididos, havia chego no elevador. Usava uma regata cinza com dizeres sobre Homié, um short jeans curto entre o claro e o escuro, com uma jaqueta xadrez pendendo no quadril. As mãos seguraram firmemente as abas desprendidas do tecido quadriculado, puxando-as com força, deixando o nó bem preso, incapaz de ser desfeito com qualquer movimentação mais rígida. Ouviu o famoso "tim" de quando o elevador estava em funcionamento, indicando que havia chego em seu destino. Como já era de se esperar, havia uma jovem loira sentada em uma cadeira alta, atrás de um extenso balcão amadeirado, também alto. Era cromado, com entalhes de mínimas folhas de um extremo ao outro, apenas em uma única linha delimitada perto de cada beirada. Assim que a viu, a garota se levantou, deixando um cartão magnético em cima da madeira fortificada, bem quando estava passando. Ganhou um sorriso fechado – mas o primeiro que via – por sua eficiência. Nenhuma palavra fora trocada. Ao alcançar a porta ao fim do corredor, abriu, entrando decididamente. De imediato, lidou com a imagem de si mesma, atravessando a sala, pelo grande espelho que ocupava o lugar de uma parede toda. Em sua metade, um bastão de madeira grossa havia sido colocado para o caso da prática de uma modalidade que fosse necessário utilizá-lo. A sua frente estava o equipamento ultra moderno de som. Tinha orgulho de ter montado quase tudo daquele lugar. Tirou do bolso um pen drive, plugando-o na entrada certa, indo posicionar-se ao centro da sala. Era grande, abrigaria facilmente uma multidão com muito mais de cento e cinquenta pessoas. Por um minuto, fechou os olhos. "Words like a loaded gun", voltou todo o corpo para frente, com passos curtos e ágeis até estar mais próxima do espelho, focando os furtivos olhos castanhos, os quais estavam mais claros naquele dia, porém, cheios de uma misteriosa névoa obsoleta. "Shot out from a fire tongue." Abaixou-se para pegar o controle que estava ao canto do chão, baixando um pouco a iluminação. "Love lost from a fight that was won." Sentia-se menos tensa de pouco em pouco, e com um longo suspiro, esticou um braço para o lado esquerdo lentamente, a mão aberta virada para o ar propenso a cima, os dedos mindinho e o anelar estando um pouco dobrados para dentro da palma, enquanto o médio estava um pouco mais para trás, o indicador devidamente esticado, assim como o polegar. Era apenas um movimento refratário. "And I can see you breaking down, the end to a falling out", e antes que pudesse voltar o braço para a lateral de seu corpo, observou uma sombra tomar forma ao seu lado, a pele macia entrando em contato com a sua ao pegar sua mão delicadamente.

Um vento fraco mexeu as madeixas carameladas de Dianna, enquanto esta se dirigia ao equipamento de som, puxando o pen-drive com força. A música já havia terminado e antes que uma nova começasse, havia impedido o ato bruscamente. Costumava dançar para relaxar, mas desta vez, parecia mais como um desabafo emotivo sendo posto para fora, livrando seus ombros de um peso inexorável e implicante. De fato, sentia-se menos tensa. Agora, no silêncio perpétuo da sala de dança, podia ouvir a tempestade caindo do lado de fora, o que fez com que se aproximasse da parede de vidro que ocupava a lateral-frontal do ambiente. Gotas grossas manchando o concreto transparente, deixando uma Ohio translúcida e mortificada diante de seus olhos. Uma respiração profunda quebrou o silêncio, enquanto um novo som substituía o puxar do oxigênio para dentro da morena, sendo este, o martelar agitado de seu órgão vital - o coração. Enquanto alinhava o fluxo de seus pensamentos, desamarrou a camisa xadrez em sua cintura, vestindo-a para não ser arrebatada pelo frio quando a quentura corpórea diminuísse. Ainda de pé e encarando a nebulosa tempestade, encontrou nela um tipo de afinidade, percebendo que havia alcançado um novo patamar individual pessoal. Por mais que sua vida mostra-se-se difícil, a ponto de desmoronar tantas vezes ao ser derrubada por uma avalanche de emoções, nada seria capaz de derrubá-la por muito tempo. Tudo o que havia passado durante a performance solitária a poucos minutos, havia captado coisas importantes. Demétrio havia sido uma parte importantíssima de seu passado, que ainda continuava presente. SanClair poderia ser a vadia escrupulosa, mas era a mais valente e desbravada pessoa para se ter como melhor amiga. Hanna era um ponto mutável. O passado era um fantasma zombeteiro entre a amizade das duas, mas não era o suficiente para separá-las ou causar um dano grave. Ainda estavam unidas. Shannon era... Uma parte do presente, uma parte oscilante. Mexia com suas entranhas mais profundas, repercutindo em sensações desconhecidas e prazerosas. E todas àquelas pessoas foram parte de uma avalanche, em algum momento. Lhe arrebataram, mas continuava firme, ali, com todos eles. Eram parte de seu futuro.


THANK YOU SECRET!

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MensagemAssunto: Re: Area Flood *o*   Dom Jul 24, 2016 1:47 pm


speak now

learn to play to not fail cause that can't happen.
O_SEU_POST_VEM_AQUIIIIIIII


take you down another level get you dancing with the devil take a shot of this but i'm warning you.
[/quote]

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MensagemAssunto: Re: Area Flood *o*   Dom Jun 18, 2017 1:09 am



Miraz Lannister
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Aspen Tyrell
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MensagemAssunto: Re: Area Flood *o*   Dom Ago 06, 2017 8:44 pm


Please, tell me I’m your one   and only.
Or lie, and say at least tonight I’ve got a brand new cure for lonely And if you give me what I want Then I’ll give you what you like.


Desde o instante em que a crise entre os reinos tornou-se mais sensível, aquele fora o momento que mais desejou. Há várias luas pleiteava um encontro com os Tyrell de Jardim de Cima, mas já havia chegado em seus ouvidos como eles relutavam em se envolver nos assuntos da Coroa. O jovem herdeiro jamais havia sido cativo dentro dos domínios Blackfyre, mas a presença dele, era a certeza que um dia, algum Tyrell teria que seguir até Porto Real. Todo o destino do reino dependia daquela conversa e do que ambas as mulheres determinassem ali e Rhaenys tinha a absoluta certeza que lidar com Desmera Tyrell seria uma das tarefas mais difíceis de sua vida. Naquele momento desejou muito que Daemon possuísse capacidades de gerir aquela reunião, mas os olhos de seu marido estavam mergulhados em sangue e fogo e a cada novo dia, a sua fantasia tornava-se mais real. A platinada de ciência de que governava nas sombras e era melhor que continuasse dessa maneira, ninguém precisava saber o que se passava com o Rei e em seu íntimo, desejava que as visões de seu amado realmente não passassem de alucinações, ou o destino reservado a Westeros era muito mais sombrio do que ela mesma poderia imaginar um dia.

— Vossa Graça. Creio que deva medir vossas palavras com Lady Desmera. Ela é uma mulher deveras perspicaz e astuta. Uma simples palavra mal colocada e creio que teremos sérios problemas. — Instruiu o Meistre, nitidamente receoso com a visita que se aproximava. O olhar de ametista da rainha então encarou o dele com profundidade, quase um beijo em sua alma:  — Acho que sei lidar com ela melhor do que todos vocês juntos. Estão agindo como cães acuados. Eis o grande erro de vocês. Deveriam ter vivido o suficiente para saber que não se deve subestimar uma mulher. Ainda mais uma que até hoje continua governando uma das regiões mais poderosas. Mesmo que dos bastidores. Sei exatamente o que preciso falar a Rainha dos Espinhos e tenho a plena certeza que é tudo o que ouvidos dela desejam escutar. É o que faço de melhor. Agradar meus súditos. — Um sorriso levemente irônico desenhou-se nos lábios da bela mulher: — Obviamente com exceção das crianças birrentas de Dorne e Terras da Tempestade. — Concluiu deslizando lentamente a língua pelos lábios, como se fosse uma serpente limpando o próprio veneno.

Assim que o colossal par de partas se abriram, finalmente revelando a visitante em questão, Rhaenys sentiu imenso alívio, esperar não era uma das coisas que apreciava, achava um tempo desperdiçado e que dificilmente seria recuperado. Desmera Tyrell era uma senhora de aparência frágil, notava que seus passos já estavam longe de ser altivos, mas ainda assim possuíam sua elegância. O tempo não havia sido gentil com sua beleza, mas soube desde sempre, que toda a beleza um dia chegaria ao fim e então novas belas damas se digladiariam para um dia serem a mais bela mulher dos Sete Reinos. Esse reinado Rhaenys já sabia que não pertencia mais a ela, restava-lhe apenas os jogos políticos e obscuros. Quando seu jovem e distante parente começou a apresentar todos aqueles títulos, teve vontade de manda-lo se calar, mas o protocolos e etiquetas jamais deixariam de ser seguidos, mas par sua sorte a senhora parecia compartilhar do mesmo pensamento que ela. Todavia, a naturalidade com que ela relatava o ocorrido durante o caminho chegava a ser surpreendente e assustadora. Qualquer outra mulher estaria ainda consternada com toda aquela situação. Havia tomado conhecimento do ocorrido, o que fomentava seu pensamento sobre Terras da Tempestade, mas tratar tudo como se não tivesse passado de um corriqueiro contratempo, realmente era uma atitude que não poderia ter previsto.

Sabiamente, Rhaenys escolheu o silêncio como companheiro naquele momento, absorvendo cada palavra, observando cada nuance do rosto da matriarca Tyrell. Seus olhos se mantiveram fixos todo o tempo nas feições já marcadas pelo tempo. Era realmente espantosa a segurança que ela transmitia em suas palavras, como se cada peça do tabuleiro fosse movida conforme seu desejo e caso algo saísse fora de seu controle, ela teria os meios necessários para garantir que no final, ela seria a favorecida. Esses eram os benefícios que o poder e o dinheiro garantiam aos nobres, mas graças a insensatez de todos os governantes anteriores, a Coroa estava em uma situação tão constrangedora e perigosa. Rhaenys compreendia a forma como ela agia e de certo ponto, admirava todos os seus feitos e conquistas. Mais do que isso, naquele instante, enquanto serenamente Desmera Tyrell expunha seus desejos perante a coroa, a Rainha notava que, a muito tempo, de uma forma ou de outra, todas os demais lugares incluindo a Coroa dependiam da Campina e de seus Lordes fortalecidos pelos Tyrell. Algo que ocorreu sutilmente no decorrer dos anos e que talvez por orgulho e soberba, todas as outras regiões haviam fechado seus olhos para isso. Lamentou-se por sua sogra não ter sido um décimo do que a mulher a sua frente era, seus pensamentos frívolos impediam de ser uma boa Rainha, o que veio agravar toda a crise dentro do reino.

Um silêncio breve tomou o salão assim que as palavras da convidada findaram, sabia que ambos os homens que a acompanhavam ainda não haviam conseguido absorver todas aquelas palavras, praticamente uma imposição do que deveria ser feito. O metal frio da joia em formato de garra de dragão tocou seus lábios rosados por alguns instantes enquanto a platinada parecia contemplativa. O meistre recuperado do choque então se adiantou, na tentativa de tomar a palavra, mas fora interrompido pela mão direita da rainha que indicava que ele deveria ficar exatamente onde ele estava. Com a elegância de uma monarca, a Rainha levantou-se, lentamente começando a descer os degraus: — Realmente, faz jus à alcunha que recebeu durante os anos, milady. Não esperava por palavras tão limpas em um jogo que infelizmente, é jogado através de subterfúgios e enganações. Na verdade, na maior parte do tempo, espero aqueles que vem com ameaças, dada a atual situação de nosso governo e confesso que não é confortável. Peço que me perdoe por não ter lhe concedido tempo para descanso, ainda mais com uma viagem cheia de complicações. Todavia, posso ver que assim como eu, não gosta de perder seu tempo. Sabemos muito bem, que uma vez que ele se vai, jamais poderemos tê-lo novamente. Tenho a convicta certeza que consegue compreender a razão de minha urgência. Como citou no início de seu discurso, lutamos por muito mais coisas do que aparentamos. Também imagino que não deve apreciar Porto Real, uma cidade que vem se tornando cada vez mais decrépita com passar dos anos. Não a culpo. Quem tem a Campina como paisagem, realmente não deve se contentar com pouca coisa. Eu mesma, preferia mil vezes está em Derivamarca sentindo a brisa do mar em meu rosto.

Alguns degraus foram descidos enquanto as mãos esguias seguravam a saia do vestido da rainha, seus passos eram lentos, mas não completou o caminho, mantendo-se apenas dois degraus acima: — Meu marido é seu sobrinho. Há laços reais entre o Senhor da Campina e o Rei de Westeros. Ainda assim. Pensam que seríamos capazes de fazer algum mal? Assim como Cersei, a Louca fez? Ainda que dragões, não seríamos capazes de tamanha monstruosidade. Eu também tenho família e seria capaz de qualquer coisa pelo bem deles. Por essas razões e como forma de retribuir vossa sinceridade, direi exatamente o que deseja escutar Lady Desmera. — Sua voz suave pausou e seu olhar pairou sobre todos que se encontravam no recinto: — Quero que todos saiam. Essa é uma conversa entre nós duas apenas. — Ordenou causando surpresa na maioria dos presentes.As palavras que seriam ditas a seguir, permaneceriam apenas ali. Pouco a pouco, guardas, serviçais, o Grande Meistre e o Mestre dos Sussurros deixaram o Grande Salão, a porta rangeu alto ao ser fechada, anunciando que não restava mais ninguém.

— Deve estar se perguntando por qual razão eu estou aqui. Deveria ser o nosso Rei a recebe-la. Todavia, já faz algum tempo que Daemon não tem faculdades para isso. Seus Sonhos de Dragão estão o enlouquecendo. Tudo que meu marido vê, é um futuro de fogo e sangue para todos nós, independente do que façamos para evitar. Aos poucos ele vem perdendo a capacidade de discernir a imaginação da realidade. Então, resta a mim, preservar o futuro dos meus filhos e a senhora sabe melhor do que eu, que essa não é uma tarefa fácil. Principalmente quando apenas inimigos nos cercam. Se deixar esse Trono para trás fosse trazer meu marido de volta, juro que já o teria feito. Tolos aqueles que acham que há apenas a gloria em Porto Real. — Respirou fundo sacudindo levemente a cabeça em desaprovação: — Eu não desejo uma guerra, não desejo massacrar um povo apenas pelo fato de se oporem ao que pensamos que é certo. Não quero ver crianças sem pai, mulheres sem lar, pessoas mutiladas e outras situações ainda piores decorrentes de uma guerra. Meu desejo real, era que toda essa situação fosse resolvida de uma maneira diplomática, sem que sangue inocente fosse derramado. No entanto, Dorne e Terras da Tempestade agem como crianças birrentas que querem conseguir tudo com gritos e esperneando. Quanto aos seus termos Lady Desmera, o que posso dizer. Nada mais justo, uma guerra traz prejuízos a todos e especialmente se seus negócios forem prejudicados. Acho justo a Coroa mostrar-se agradecida pela neutralidade oferecida. Como disse, todos estão ignorando o que se passa a Leste, mas chego a acreditar que a Imperatriz Chai possa sim ser uma ameaça verdadeira e por essa razão, prefiro gastar as poucas energias da Coroa para garantir que estaremos preparados para ela. Seria uma verdadeira inconsequência de minha parte se agisse de outra forma. Desta forma, selo o acordo proposto. Haverá uma compensação por nossa parte, desde que nossos inimigos não tenham acesso aos recursos providos pela Campina. — Por um instante ela voltou a ficar em silêncio, seus olhos contemplaram os vitrais iluminados e respirou fundo: — Seu neto nunca foi cativo. Ele sempre teve liberdade para deixar Porto Real quando fosse de seu desejo. Eu jamais forçaria um compromisso sem consultar o Lorde Tyrell. Seu neto é um rapaz jovem, encantou-se por Naerys e não o culpo, assim como não culpo minha filha por se render aos encantos de um jovem tão garboso. Todavia, ele não a amaria. Há uma outra mulher em seu coração e posso sentir. Não desejaria uma sorte tão triste a ele e nem a minha menina. Portanto, sintam-se à vontade para permanecer em nossos domínios o tempo que desejarem e também partir quando desejarem. Dou-lhe a minha palavra, que diferente de sua vinda, nenhum mal irá acontecer até se estejam seguros na Campina.

Se a Rainha dos Espinhos esperava uma oponente ou uma mulher de pensamentos inconsequentes, ela estava enganada. Necessitava da neutralidade da Campina e se fosse necessário alguns pequenos sacrifícios e algumas verdades indigestas, ela não hesitaria em fazê-lo.

Post: 006 with: @"Desmera Tyrell" in:Grande Salão
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